Da conversa ao método

A marca que
não se conhece.

A conversa começou como começam quase todas. O cliente entrou na sala, abriu o computador, virou o ecrã e disse: preciso de um novo website.

Ouvi. Tomei notas. E depois fiz a pergunta que mudou o rumo da reunião: se a tua marca fosse uma pessoa, como seria ela?

Ficou em silêncio. Não o silêncio de quem não percebeu a pergunta. O silêncio de quem a percebeu demasiado bem e não sabia por onde começar a responder.

Esta cena repetiu-se de formas diferentes ao longo de anos de trabalho. O formato varia. A pergunta é sempre a mesma. O silêncio também.

O livro parte dessa observação. E propõe um processo para a resolver.

Pressuposto central

"A Brand Therapy parte de um pressuposto diferente: a identidade de uma marca já existe. Não precisa de ser inventada. Precisa de ser descoberta."

Madalena Madeira — Prólogo

A maior parte dos livros sobre branding aborda o problema de cima para baixo: primeiro a visão, depois os valores, depois o tom de voz, depois a identidade visual. É um processo de construção.

O problema com essa abordagem é que pressupõe que a identidade pode ser inventada através de boas escolhas criativas. Às vezes funciona. Com mais frequência, produz marcas que são bem-feitas mas não são genuínas.

Este livro é diferente. Para fazer o trabalho com rigor, precisei de ir procurar os instrumentos onde foram desenvolvidos com mais profundidade: na psicologia. Não como metáfora, não como inspiração superficial — como método.

Erikson, Jung, Kahneman — estes instrumentos foram sempre aplicados a pessoas. A Brand Therapy transporta-os para o contexto das marcas, com o mesmo rigor e a mesma profundidade.

Estrutura

Como está
organizado.

I
Parte um

O Diagnóstico

O que está lá antes de qualquer intervenção. Clareza de superfície versus clareza com raiz. Arqueologia emocional. A sombra da marca — o que a marca recusa conhecer de si própria e como esse evitamento se manifesta nos padrões que não consegue resolver.

II
Parte dois

Os Instrumentos

Cinco ferramentas desenvolvidas na psicologia e adaptadas para marcas: o mapa sensorial, o modelo dos três sistemas de processamento, o Big Five da personalidade, os arquétipos e o mapeamento de incongruências. Cada uma descrita com rigor e aplicação prática.

III
Parte três

A Integração

O que muda quando existe clareza com raiz. A individuação aplicada às marcas. O que acontece na prática depois de um processo completo. O argumento final: uma marca com identidade sólida não precisa de ser constantemente explicada, porque a clareza fala por si.


Formato

Cada capítulo tem quatro partes: a teoria (o instrumento psicológico com rigor), a aplicação (como funciona com marcas), o caso (exemplo real do processo) e o exercício (perguntas aplicáveis à própria marca).

Referências

O livro é técnico. Tem referências (Erikson, Jung, Kahneman, Kapferer, Aaker), tem método, tem teoria sustentada por investigação. Não é um livro de inspiração — é um livro de trabalho.

Lançamento a definir

Lista
de espera.

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Do prólogo

"No fim da reunião com o cliente que precisava do website, não falámos de websites. Falámos da empresa que ele tinha fundado, das decisões que o tinham distinguido dos concorrentes, dos clientes que mais o realizavam e dos que o esgotavam, do que queria que a empresa fosse daqui a cinco anos e do que estava disposto a recusar para chegar lá."

Madalena Madeira — Prólogo, Lisboa 2026

"Ao fim de duas horas, ele disse uma coisa que ouço com frequência nessas conversas: nunca tinha pensado na empresa desta forma. Não porque não tivesse capacidade para isso. Porque nunca ninguém lhe tinha criado o espaço para o fazer. É isso que este livro pretende ser: o espaço para fazer essas perguntas a sério. E o método para encontrar respostas que tenham raiz."